domingo, 26 de fevereiro de 2012

Planejamento Financeiro

 

silvio-santosTer um cafofo bonitinho, fazer intercâmbio, comprar um carango. Esses foram alguns dos motivos que me fizeram colocar os sonhos no papel, utilizar mais planilhas que o costume e investir melhor meu suado e parco dinheirinho. Blogs, sites e livros têm me ajudado bastante nessa tarefa, e como tenho lido algumas coisas bacanas, pensei em fazer um post um tanto útil por aqui, compartilhando algumas coisitas.

A primeira lição que aprendi foi que a nossa cachola não é o local mais adequado para guardar os nossos sonhos. Precisamos fazer um planejamento e isso consiste em ter um arquivo (seja no computador, na agenda, no celular, etc.) sobre os nossos planos e monitorá-lo regularmente. Eu utilizo as minhas tabelas (no Excel) com quatro tópicos básicos: Objetivo// Prazo// Estratégias// Ações. E vou me guiando sempre por elas, traçando os caminhos.

A segunda lição foi aprender a não ceder a tentações. E é difícil, viu? Há dias em que bate aquele sufoco, por exemplo, quando eu passo por alguma vitrine com um vestidinho lindo, que vem acompanhado de um suspiro e uma fala mágica: “é a minha cara”. A mão coça, a cabeça começa a fazer milhares de contas, os passos vão em direção à loja, mas dou meia volta e saio de fininho aliviada por não estar com nenhum cartão de crédito em mãos.  Nessas horas, também repito forte comigo: Foco, Claudia, Foco.

A terceira lição: abandonar as abomináveis DPCs. Traduzindo: Desculpa Para Comprar. Algumas coisas como “ah...mas eu trabalho tanto, eu mereço”. Sim, eu mereço, eu sei... mas daí penso: “estou precisando mesmo disso?”. E se a resposta for: “sim, preciso”. Venho de novo: “mas eu preciso mesmo, mesmo? Com certeza? É urgente?” e geralmente a resposta é: ‘não...não é tão urgente assim”.

Quarta lição: ter noção dos bens (casa na praia, no campo, iate... hehe). Digamos, é como ter um inventário, entendem? É meio chato de fazer, mas vale a pena porque assim vc não sai por aí comprando coisas das quais não precisa. Por exemplo, eu outro dia queria comprar umas roupas (marditas!!!) para trabalhar. Sempre fiz isso no início do ano. Só que acabei dando uma geral no meu guarda-roupa e me dei conta que não precisava de peças novas. Na verdade, eu estava mesmo era apegada a um hábito que mantinha há anos. Ou seja: ia acabar comprando por hábito, e não por necessidade.

Outros pontos que ajudam bastante :

· Não gastar mais do que ganha

· Ter uma planilha de contas a pagar e recursos a receber

· Pagar as contas antes de gastar o salário

· Manter as contas organizadas (antes eu deixava tds em uma caixa, mas adotei a dica do blog Vida Organizada e agora ponho em pastas sanfonadas)

De várias dicas que li, a única que não consegui cumprir por muito tempo (juro que tentei) foi a de anotar todos os gastos do dia. Tipo: a balinha de depois do almoço, o acarajé na saída do trabalho, a caneta na papelaria... acho muito chato e sempre acabo me passando de alguma coisa. A solução que encontrei foi estabelecer um limite para gastar por dia. É coisa pouca, de 5 a 10 reais ( a depender do mês). Tem dias que não gasto nem isso, mas às vezes gasto até o triplo. O lance é equilibrar administrando bem o recurso e evitando os gastos supérfluos.

Bom, com a vida financeira estabilizada e os sonhos correndo soltos nos pensamentos e bem amarradinhos nas planilhas, meu próximo passo é investir além da poupança, que não rende quase nada. Mas isso aí é assunto para um futuro post. Imagina eu chegando aqui bem na moral: investi tanto em ações, em títulos...hahaha....eu disse: evolução!

Bom, dentre as últimas coisas legais que li sobre finanças, separei alguns links que ajudam em nossa boa educação e organização financeira:

· Como eu organizo as minhas finanças – Por Thaís Godinho do blog Vida Organizada

· O detalhe que falta e 5 Passos para você conquistar sua independência financeira – Por Gustavo Cerbasi , autor de vários livros sobre finanças, inclusive o Best Seller Casais Inteligentes Enriquecem Juntos

· O seu, o meu e o nosso da Época Negócios

· Organização Financeira – por onde começar? da G9 investimentos

· Por que controlar suas finanças? do Blog Organize sua Vida

· Ela tinha 16 cartões de crédito. Hoje, ensina educação financeira do Ig

 

Beijo, gente!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Diário de uma aspirante a jornalista- parte I

Bamuca

Hoje fui entrevistar o presidente da Bamuca (Banda Municipal de Camaçari), cuja sede fica próxima à do jornal em que trabalho, motivo pelo qual preferi ir a pé ( andando,paletando, de onze, como queiram!). Ah! Vale ressaltar que o fato de eu precisar perder uns insuportáveis “quilões” ( pq quilinhos já não são faz muito tempo!) também me incentivaram à caminhada.


Gilmar Joaquim, o presidente, gente fina, me recebeu bem e até me ofereceu a pilha recarregável do mp3 da banda, já que a do meu havia acabado. Não aceitei sob desculpa de a pilha do meu não ser recarregável (e daí?), quando na verdade o que eu não estava era conseguindo fazer o tal aparelho gravar…snf snf (vivo me pegando nessas tecnologias)…lembrei também de uma aula em que um professor me disse: “ Em serviço, nunca aceite nada de ninguém, pode ser propina” oh céus! Que trágico! Rsrs


A entrevista, metade gravada no celular, metade escrita na minha agenda com uns garranchos que só eu mesma para decifrar (e olhe lá!), foi bem legal, tranqüila e eu acabei conhecendo mais um pouquinho da banda que completa 30 anos de existência no dia 12/05 e é patrimônio histórico da minha cidade. Mas de tudo, a melhor parte foi quando a forte chuva que caía me impediu de voltar ao jornal e eu tive que ficar no pátio da sede da banda enquanto dona Maria das pernas compridas (chuva, no linguajar de alguém que não me lembro quem) não passava.


Naquele momento, aproveitei para tirar algumas fotos, pois havia muitas crianças que estavam ali devido a uma parceria com o PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil). Discretamente, retirei a máquina da bolsa e, no primeiro instante, pensei em fotografá-las sem que elas me vissem enquanto ensaiavam para uma apresentação, mas fui interrompida por uma voz estridente, saltitante:


- Êba! Tirar foto!

Então todas as crianças começaram a se arrumar alvoroçadas. Uma ajeitava o cabelo, outra ensaiava poses, um caso sério! Eu, na minha ousadia, falei:

- Digam jegue!

E todas elas:

-Jeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeegue! – Em um coro de vozes e de sorrisos.

Muitos flashes depois, voltaram aos seus postos. Enquanto ensaiavam sob o olhar atento do instrutor, pude perceber a alegria daquelas crianças carentes. Cada uma querendo aparecer mais que a outra, carregando uma invejada ingenuidade infantil. Imaginei cada uma com seus sonhos particulares, sua história de vida sofrida e fiquei feliz ao perceber que elas estavam enxergando novos horizontes e tendo uma oportunidade de não contribuírem com a marginalidade que vem crescendo em Camaçari (assim como em todo Brasil). Fiquei feliz e emocionada. Menos um ponto para mim, jornalistas não devem se deixar envolver com a matéria. Menos um mesmo, assumo em minha teimosia.

A chuva ficou fraquinha, hora de voltar. Despedi-me do presidente, e fui caminhando de mansinho até o portão, a fim de não atrapalhar o ensaio. Quando já estava quase lá, ouvi uma voz estridente, saltitante:

-Tchau tia!

Tia? Olhei para trás me acabando de dar risada, devolvendo o “tchau”. Faltava apenas um passo para eu ganhar a rua quando:

-Obrigado pela foto!

E a tia foi embora com um sorriso de paz estridente, saltitante!

 

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Texto escrito em 27/02/2007…

Link original: http://pormeg.blog.terra.com.br/2007/02/27/qualquer-titulo/

<3

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Pequena Abelha - Nossas histórias é que são as contadoras de nós

 

pequena abelha.

Imagine que uma menina africana vivia feliz em uma aldeia com a família, até que os homens da indústria de petróleo invadiram sua terra e mataram a maior parte das pessoas que eram importantes na sua vida?

Então, ela não sabe exatamente se foi uma sorte sobreviver e foge. É em uma praia na Nigéria que a vida da menina africana, Pequena Abelha, e da editora chefe de uma revista, Sarah O'Rourke, se encontram - e não é um encontro feliz.

Pequena Abelha precisa continuar fugindo e consegue embarcar clandestinamente em um navio que a leva à Terra da Rainha. Depois de passar dois anos em um centro de detenção para refugiados, é liberada e segue para o único local onde, naquela cidade cheia de luzes e bem diferente de sua aldeia, pode ter alguma chance de escapar do pesadelo no qual se tornara a sua vida: a casa dos O'Rourke. E é a partir daí que se desenrolam as mais fortes emoções nessa narrativa dramática, mas ao mesmo tempo, encantadora.

Como nem tudo são flores, o livro decepciona um pouco, pois, o autor pede que depois de ler, por mais que se tenha vontade de contar aquela história aos amigos, não o faça. Segundo ele, o “encanto está sobretudo na maneira como essa narrativa se desenrola”, mas, a bem da verdade, não há nada de extraordinário na história, que ora é contada por Abelhinha, ora é contada por Sarah... todo esse suspense acaba frustrando um pouco o leitor quando descobre o que de fato aconteceu para unir a vida das duas. Não que não seja uma tragédia, não que isso não nos cause certa ojeriza, mas era desnecessário tamanho suspense ou tamanha “marketagem”.

Fora isso, o primeiro livro escrito por Chris Cleave ( um cara que estudou Psicologia e escreveu para o The Guardian), vale a leitura, pois nos faz refletir sobre a conta que pagamos pelo nosso mundo globalizado, sobre a importância de fazermos a diferença na vida das pessoas e também sobre como estamos lidando com os fantasmas que carregamos dentro da gente.

Título: Pequena Abelha

Editora: intrínseca

Ano: 2010

Páginas: 272

Autor: Chris Cleave

Tradução: Maria Luiza Newlands

Notinhas:

A leitura desse livro me foi sugerida por Emile Lira, que diz ter lembrado de mim, pq:

peki

Em tempo: ela disse que das características acima, eu só não sou triste. Isso significa que eu sou sensível, fofa e pá. Ninguém nunca tinha me dito que eu era pá. E é muito pá, ser pá, entendeu?! Adorei isso. E foi por isso que eu coloquei no “Quem Sou eu” lá em cima: Claudia Magnólia, uma menina pá!

Emile também escreveu sobre Pequena Abelha e você pode ler, clicando aqui

Beijo, gente!